A Microsoft liberou em 29 de setembro o Windows 11 26H2, a atualização anual de 2026. A boa notícia é que ela é pequena: para quem já está no 24H2 ou no 25H2, chega como um pacote leve, que instala como uma atualização mensal comum e pede um único reinício.
Mas tem um detalhe de calendário que pouca gente percebeu. Se o seu computador ainda está no 24H2, nas edições Home ou Pro, ele deixa de receber atualizações de segurança em 13 de outubro. Ou seja: daqui a poucos dias.
Primeiro: descubra qual versão você tem
- Aperte as teclas Windows + R.
- Digite winver e aperte Enter.
- A janela mostra a versão (24H2, 25H2 ou 26H2) e o número do build. O 26H2 é o build 26300.
| Sua versão | O que fazer |
|---|---|
| 24H2 (Home ou Pro) | Atualizar antes de 13/10/2026. Depois dessa data o PC continua ligando, mas não recebe mais correções de segurança. |
| 25H2 | Ainda tem suporte. Pode atualizar com calma. |
| 26H2 | Você já está na versão nova: 24 meses de suporte no Home e no Pro (36 meses no Enterprise e Education). |
O que muda no dia a dia
Uma parte dessas novidades já vinha chegando aos poucos nas atualizações mensais. O 26H2 junta tudo e liga o que ainda estava desligado. As mais visíveis:
- Barra de tarefas onde você quiser: embaixo, em cima, à esquerda ou à direita da tela, e agora com uma opção menor, com ícones e altura reduzidos. Era um dos pedidos mais antigos de quem veio do Windows 10.
- Menu Iniciar redesenhado: seção “Tudo” com rolagem, visualização por categorias ou em grade, escolha de tamanho e a opção de esconder as seções Fixados, Recentes e Tudo.
- Busca mais esperta: mostra uma prévia do resultado sem abrir o arquivo, entende erro de digitação no nome do aplicativo e deixa claro se o resultado é app, configuração, arquivo ou sugestão da loja.
- Explorador de Arquivos: abre mais rápido, lembra a forma de exibição das pastas Downloads e Documentos e passa a abrir os formatos compactados uu, cpio, xar e nupkg. As ações de IA (editar imagem e resumir documento) dependem do Copilot; o resumo de arquivos do OneDrive exige assinatura do Microsoft 365 e licença do Copilot.
- Menos reinícios: o Windows Update passa a instalar as atualizações opcionais junto com a de segurança do mês, quando possível.
- Agentes de IA na barra de tarefas: dá para acompanhar o progresso de um agente pela barra e receber um aviso quando ele termina. O primeiro compatível é o Researcher, do Microsoft Copilot.
Segurança: o que mudou por baixo
Essas mudanças não aparecem na tela, mas são as que eu acho mais importantes:
- Controle Inteligente de Aplicativos (Smart App Control) agora liga e desliga quando você quiser. Antes, depois de desligado, só voltava reinstalando o Windows. Eu mesmo desliguei esse recurso na bancada, porque ele bloqueava o servidor do llama.cpp que uso nos testes do Laboratório. Agora dá para religar sem formatar.
- Drivers antigos: o Windows deixa de confiar por padrão em drivers com a assinatura antiga (“cross-signed”). Continuam valendo os drivers certificados pela Microsoft e uma lista de drivers antigos considerados seguros. Quem usa placa de captura, impressora ou adaptador muito antigo deve prestar atenção. O Windows observa a compatibilidade por pelo menos 100 horas e três reinícios antes de começar a bloquear.
- Chaves de acesso (passkeys) no seu gerenciador de senhas: o Windows passa a aceitar gerenciadores de terceiros para guardar e usar passkeys.
- Leitor de digital externo no Windows Hello com segurança reforçada, o que beneficia desktops sem leitor embutido.
- Para quem é da área: o Sysmon vem embutido (desligado por padrão) e há suporte aos algoritmos de criptografia pós-quântica ML-KEM e ML-DSA.
O que saiu do Windows
O WMIC, uma ferramenta de linha de comando antiga para consultar informações do sistema, foi removido de vez. Para a maioria das pessoas não muda nada. Mas, se você tem um script .bat antigo que usa o comando wmic, ele vai parar de funcionar. A troca é pelo PowerShell (comandos Get-CimInstance).
E a memória RAM? A promessa e o que os usuários estão vendo
Aqui está o ponto mais discutido desta atualização. Em julho, o presidente da divisão de Windows da Microsoft, Pavan Davuluri, colocou entre as prioridades da empresa até o fim de 2026 a “otimização de memória para 8 GB ou mais”: reduzir o quanto o próprio Windows ocupa, para o sistema ficar rápido nos computadores que as pessoas usam no dia a dia. Foi uma admissão rara de que parte do peso está no sistema, e não só nos programas.
Com o 26H2 no ar, começaram os relatos no Reddit e no X, reunidos aqui no Brasil pelo Adrenaline e lá fora pelo TechRadar e pelo Windows Report. E o resultado está longe de ser igual para todo mundo:
| Computador | Antes (25H2) | Depois (26H2) |
|---|---|---|
| 48 GB de RAM | cerca de 2 GB a menos em uso | |
| 32 GB de RAM | 9,1 GB em uso | 7,5 GB em uso |
| 8 GB de RAM | sem mudança: 7,4 GB em uso, 96% da memória | |
Checagem: o que é fato e o que não é
- Fato: a Microsoft se comprometeu a reduzir o consumo de memória do Windows 11, com foco em PCs de 8 GB ou mais, até o fim de 2026.
- Não é bem assim: a Microsoft não disse que o 26H2 sozinho resolveria isso. A própria empresa fala em melhorias graduais ao longo do ano, e a lista oficial de novidades do 26H2 não promete redução de memória.
- O que os relatos indicam: quem tem bastante RAM viu ganho; quem tem 8 GB, até agora, não. Mas são poucos relatos, sem método, e o uso de memória varia muito com os programas que abrem junto com o Windows.
- Uma explicação possível: o Windows usa memória livre como cache para acelerar o que você abre. Num PC com muita RAM sobra espaço para ele “devolver” memória; num PC com 8 GB, ela já está no limite antes e depois da atualização. Isso ajuda a entender os números, mas a Microsoft não confirmou.
Como medir no seu computador
- Antes de atualizar: reinicie o PC, espere 5 minutos sem abrir nada e abra o Gerenciador de Tarefas (Ctrl + Shift + Esc) → Desempenho → Memória. Anote o valor de “Em uso”.
- Depois de atualizar: repita do mesmo jeito: reiniciar, esperar 5 minutos, sem abrir nada.
- Para a comparação ser justa, deixe os mesmos programas abrindo junto com o Windows nas duas medições.
O debate: por que isso importa tanto agora
Esse assunto ficou sério por causa do preço da memória. Com os pentes de RAM custando várias vezes mais do que há um ano (explicamos o motivo em memória RAM vai continuar subindo até o fim do ano), aumentar a memória deixou de ser uma saída simples para muita gente. Um Windows que gasta menos com ele mesmo deixa mais espaço para o navegador, o trabalho e os jogos, que pedem cada vez mais.
Do outro lado, há quem argumente que 8 GB simplesmente ficaram pequenos para um sistema moderno, cheio de recursos de IA e de aplicativos que carregam um navegador inteiro por dentro, e que não dá para esperar milagre de uma atualização.
No meio dessa discussão sempre aparece a mesma comparação: “o Linux gasta bem menos memória que o Windows”. Fui checar se isso é verdade.
Checagem: o Linux usa mesmo menos RAM?
Na prática, costuma usar. Em agosto, o canal Linus Tech Tips comparou o Windows 11 com o Linux Mint (uma distribuição baseada no Ubuntu) no mesmo computador:
| Situação | Windows 11 | Linux Mint |
|---|---|---|
| Parado, sem nada aberto | 9,3 GB | 4,7 GB |
| Navegando no Firefox | 10,7 GB | 5,9 GB |
| Jogando Baldur’s Gate 3 | 15 GB | 9 GB |
Mas há duas ressalvas importantes. A primeira: no papel, a história se inverteu. O Ubuntu 26.04, lançado em abril, passou a pedir 6 GB de RAM como mínimo, mais que os 4 GB do Windows 11. A diferença está no critério: a Canonical, empresa do Ubuntu, informa o mínimo para uso confortável, enquanto o mínimo da Microsoft é o necessário só para o sistema funcionar. Para computadores mais fracos, as versões leves Xubuntu e Lubuntu rodam a partir de 2 GB. A segunda: usar mais memória não é, por si só, defeito. Os sistemas modernos ocupam a memória livre para acelerar o que você vai abrir, e no teste nenhum dos dois chegou a ficar sem memória. O problema real aparece quando falta memória, que é justamente o caso de quem tem 8 GB.
| Linux: o que pesa a favor | Linux: o que pesa contra |
|---|---|
| Costuma ocupar menos memória no dia a dia | Jogos competitivos com anticheat: boa parte não funciona, principalmente os que exigem anticheat no núcleo do sistema |
| Gratuito, sem licença para comprar | Programas populares sem versão para Linux, como o Microsoft Office instalado e o pacote Adobe (há alternativas, mas não são iguais) |
| Rodar IA no próprio PC funciona muito bem: as principais ferramentas, como o llama.cpp e o Ollama, nascem com suporte a Linux | Alguns periféricos e programas de fabricantes (impressoras, controle de iluminação RGB) não têm suporte oficial |
| A maioria dos jogos da Steam já roda pela camada Proton, da Valve: mais de 30 mil títulos aprovados para o Steam Deck | Curva de aprendizado: o uso diário está fácil, mas resolver um problema às vezes exige o terminal e pesquisa |
| Placas AMD e Intel funcionam com drivers que já vêm no sistema; a NVIDIA tem driver próprio | Ainda é minoria entre os jogadores: a grande maioria dos computadores na pesquisa mensal da Steam usa Windows |
Aviso antes de qualquer mudança: esta comparação serve para entender o debate sobre memória, não é uma recomendação para trocar de sistema. Antes de pensar em Linux, confira se os jogos, programas e equipamentos que você usa funcionam nele, e teste primeiro sem apagar o Windows: dá para rodar o Linux direto de um pendrive, sem instalar nada.
Para mim, o recado é para a Microsoft. Se outros sistemas conseguem entregar uma experiência completa ocupando menos memória, já passou da hora de o Windows administrar melhor os recursos do PC, principalmente para quem não tem como comprar mais RAM. A promessa foi feita. Agora a gente testa e relata, sem acreditar só no anúncio.
E é isso que vamos fazer: vamos atualizar a nossa bancada de testes para o 26H2 seguindo o próprio checklist deste artigo, com backup antes, e medir o uso de memória antes e depois, do mesmo jeito que ensinamos acima. Os resultados viram um artigo com as provas em breve.
E você? Já atualizou para o 26H2? Conta aqui nos comentários: quanta RAM o seu PC tem e se o uso de memória aumentou, ficou igual ou diminuiu depois da atualização. Se puder, diga o valor de “Em uso” antes e depois. Com os relatos de vocês, a gente monta um levantamento com PCs reais de brasileiros.
Como instalar
- Abra Configurações → Windows Update.
- Ative a opção de receber as atualizações mais recentes assim que estiverem disponíveis.
- Clique em Verificar se há atualizações. Quando aparecer o Windows 11 26H2, escolha Baixar e instalar e reinicie.
A liberação é gradual. Se a atualização ainda não apareceu, não é defeito: a Microsoft segura a instalação em computadores com alguma incompatibilidade conhecida até que ela seja resolvida.
O olhar de QA: o que conferir antes de atualizar
No meu trabalho, toda versão nova passa por um teste de regressão: a gente confere se o que funcionava continua funcionando. No seu computador, dá para fazer uma versão caseira disso em dez minutos:
- Tenha um caminho de volta. Faça backup dos arquivos importantes. O 26H2 também traz a restauração para um ponto recente (apps, configurações e arquivos), mas backup próprio continua sendo a regra.
- Liste o que você não pode perder: o programa do trabalho, o banco, o jogo, a impressora. Depois de atualizar, abra cada um.
- Procure scripts com
wmicse você usa automações antigas. - Equipamento antigo? Confira se o fabricante tem driver atualizado antes de atualizar.
- PC de trabalho: espere uma ou duas semanas. As primeiras correções costumam sair nas atualizações seguintes. A exceção é quem está no 24H2: aí o prazo de 13 de outubro manda.
Perguntas frequentes sobre o Windows 11 26H2
Quando o Windows 11 26H2 foi lançado?
Em 29 de setembro de 2026. A liberação é gradual: se ainda não apareceu no seu Windows Update, a Microsoft pode estar segurando a instalação por alguma incompatibilidade conhecida no seu computador.
Vale a pena atualizar para o Windows 11 26H2?
Para a maioria, sim: é uma atualização pequena, com um reinício, e traz melhorias pedidas há anos. Se você está no 24H2 Home ou Pro, atualize antes de 13 de outubro, quando o suporte acaba. Em PC de trabalho no 25H2, dá para esperar uma ou duas semanas.
Como baixar o Windows 11 26H2?
Pelo Windows Update: abra Configurações, ative a opção de receber as atualizações mais recentes assim que estiverem disponíveis e clique em Verificar se há atualizações. Quando o 26H2 aparecer, escolha Baixar e instalar.
O Windows 11 26H2 usa menos memória RAM?
Depende do computador. Os primeiros relatos mostram ganho em PCs com bastante RAM, mas nenhuma mudança em PCs de 8 GB. A Microsoft não prometeu que o 26H2 sozinho resolveria isso. Dá para medir no seu PC pelo Gerenciador de Tarefas, como explicamos acima.
Como saber qual versão do Windows eu tenho?
Aperte Windows + R, digite winver e aperte Enter. A janela mostra a versão (24H2, 25H2 ou 26H2) e o build. O 26H2 é o build 26300.
Minha opinião
É uma atualização sem drama: pequena, rápida e com melhorias que a gente pedia havia anos, como mover a barra de tarefas. O mais valioso, para mim, está na parte que ninguém vê: poder religar a proteção contra aplicativos suspeitos sem reinstalar o sistema e a limpeza dos drivers antigos. Se você está no 24H2, não deixe para depois de 13 de outubro. Se está no 25H2, atualize na próxima semana, com o backup em dia.
Resumo
- O Windows 11 26H2 saiu em 29/09/2026 como atualização leve, com um reinício, para quem está no 24H2 ou no 25H2.
- O 24H2 Home e Pro perde o suporte em 13/10/2026: atualize antes.
- Memória RAM: a Microsoft prometeu otimizar o Windows para PCs de 8 GB ou mais até o fim de 2026, mas os primeiros relatos mostram ganho só em PCs com muita RAM; em 8 GB, até agora, nada mudou.
- Novidades: barra de tarefas em qualquer lado, Menu Iniciar e busca renovados, Controle Inteligente de Aplicativos que liga e desliga, fim dos drivers com assinatura antiga e do WMIC.
Fontes
- Microsoft, Windows Experience Blog: como obter a atualização de 2026 (29/09/2026)
- Microsoft Learn: o que há de novo no Windows 11 26H2
- gHacks: fim do suporte do 24H2 Home e Pro em 13 de outubro (18/09/2026)
- Tecnoblog: Windows 11 26H2 é oficial
- Canaltech: as 4 maiores mudanças do Windows 11 26H2
- Mundo Conectado: novidades e como atualizar
- Adrenaline: Windows 11 26H2 aumenta a pressão por mais RAM (01/10/2026)
- TechRadar: relatos de queda no uso de RAM com o 26H2
- Windows Report: até 2 GB a menos, mas não em PCs de 8 GB
- Wccftech: o 26H2 mexe no uso de memória, mas os PCs de 8 GB ficam de fora
- Windows Latest: Microsoft promete otimizar a memória para 8 GB ou mais até o fim de 2026 (01/08/2026)
- gHacks: as quatro prioridades da Microsoft para o Windows 11 (01/08/2026)
- Notebookcheck: Windows 11 x Linux no uso de RAM, teste do Linus Tech Tips (04/08/2026)
- Canonical: requisitos do Ubuntu 26.04 LTS
- XDA Developers: Ubuntu 26.04 pede mais RAM que o Windows 11, mas os critérios são diferentes (03/04/2026)
- GamingOnLinux: lista de jogos com anticheat que funcionam ou não no Linux
- Valve: pesquisa de hardware e software da Steam


